domingo, 28 de maio de 2017

Dia Mundial das Comunicações Sociais


 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

Franciscus

Fonte: http://w2.vatican.va

SCAV - Fortaleza

Ascensão do Senhor, solenidade



Ascensão do Senhor, ano A (semana III do Saltério)

A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo. 

O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d'Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do «Reino». 

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo «caminho» que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projeto de Jesus. 

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa «esperança» de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo «corpo» – e em comunhão com Cristo, a «cabeça» desse «corpo». Cristo reside no seu «corpo» que é a Igreja; e é nela que se torna, hoje, presente no meio dos homens.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SCAV - Fortaleza



Sto. Agostinho de Cantuária B, MFac



Santo Agostinho de Cantuária, bispo, +605

Santo Agostinho de Cantuária viveu no século VI. Em 597, São Gregório Magno enviou-o, com mais 40 monges, como missionários para a Inglaterra. Chegados a Lerins, ficaram de tal modo intimidados com o que se dizia dos saxões que pediram ao Papa que mudasse os planos. São Gregório, para incentivar Santo Agostinho, nomeou-o abade e deu-lhe cartas de recomendação. Pouco tempo depois, nomeou-o bispo. Ao contrário do que imaginavam, foram bem recebidos pelo rei Etelberto. Receberam como residência na cidade de Cantuária ou Canterbury, uma capela que será, mais tarde, a abadia de Santo Agostinho, necrópole dos soberanos e dos bispos de Kent. Etelberto fez-se baptizar e com ele muitas outras pessoas se converteram ao cristianismo. Santo Agostinho foi nomeado então arcebispo primaz da Inglaterra, consolidando assim o cristianismo nessa nação. Santo Agostinho de Cantuária partiu para o paraíso no ano de 605.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SCAV - Fortaleza



sexta-feira, 26 de maio de 2017

S. Filipe Néri, presbítero, memória



S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595

Neste dia recordamos a santidade de vida do Santo da Alegria, que encantou a Igreja com seu jeito criativo e excêntrico de viver o Evangelho. Nascido em 1515, São Filipe Néri, foi morar com um tio negociante, que colocou diante de seus olhos a proposta de assumir os empreendimentos, mas acolheu as proposta do Senhor que eram bem outras.

Ao ir para Roma estudou Filosofia e Teologia, sem pensar no sacerdócio. Sendo um homem de caridade, vendeu toda a sua biblioteca e deu tudo aos pobres; visitava as catacumbas tinha devoção aos mártires e tudo fazia para ganhar os jovens para Deus, já que era afável, modesto e alegre, por isso fundou ainda como leigo, a irmandade da Santíssima Trindade.

São Filipe Néri que muito acolhia peregrinos em Roma, foi dócil em acolher o chamamento ao sacerdócio que o despertou para as missões nas Índias, porém, o seu Bispo esclareceu-lhe que a sua Índia era Roma. Como Santo da Jovialidade, simplicidade infantil e confiança na Divina Providência, Filipe fundou a Congregação do Oratório; foi vítima de calúnias; esquivou-se de ser cardeal, mas não da Salvação das Almas e do seu lema: Pecados e melancolia estejam longe de minha casa.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SCAV - Fortaleza



quinta-feira, 25 de maio de 2017

Nascimento de São Camilo de Lellis, fundador



SÃO CAMILO DE LELLIS, VOCACIONADO À CARIDADE

Camilo de Lellis nasceu na Itália em Buquiânico de Quiete na região Abruzzo em 25 de maio de1550. Antes do seu nascimento, sua mãe, Camila, viu-o em sonhos com uma cruz no peito e uma grande multidão de jovens o seguia trazendo o mesmo distintivo no peito: a cruz vermelha.

A adolescência de Camilo, porém, não correspondeu a estas previsões, pois a viveu no vício, sobretudo em jogos de azar, com desperdício de saúde, dinheiro e honra, a tal ponto que, forçado pela pobreza, teve que se submeter a trabalhos humildes, indignos de seus antecedentes, no Hospital dos Incuráveis em Roma, em seguida nos exércitos de Veneza e, enfim, a serviço do convento dos Capuchinhos.

A natureza dotou Camilo com um temperamento enérgico: o que queria devia conseguir não havia freio nem obstáculo que lhe barrasse os passos. Contudo, um dia apareceu-lhe uma chaga no pé direito. Para cuidar-se procurou um hospital, foi para hospital São Tiago em Roma. Ali se sensibilizou pelo modo que eram assistidos os doentes.

Diante daquela realidade juntou um grupo de pessoas de bem para cuidar daqueles enfermos. A vida de Camilo foi sempre permeada pela dor, sofrimentos e pelas obras de misericórdia, pois ao servir o doente servia a Deus. Para São Camilo o doente é seu senhor e patrão. O leito do enfermo é o altar onde se realiza a mais solene liturgia.

O amor que tinha no coração brotava em suas mãos. No cuidado com os doentes sempre recomendava aos seus confrades: “Mais coração nessas mãos, irmãos!” São Camilo, um grande homem espiritual, cultivava uma vida de oração. A oração de Camilo não foi um ato apenas, mas um estado, isto é, uma adesão constante de sua alma a Deus. 

O seu carisma e espiritualidade estenderam pelo mundo e contagiou homens e mulheres. Ele desejava ter milhares de braços, de mãos e de vidas para socorrer a todos. Camilo de Lellis apagava-se lentamente, morreu em 14 de julho de 1614.  A ele as glórias dos céus, aos seus seguidores nossa reverência, sob sua égide caminham como religiosos, religiosas, leigos/as consagrados/as que oferecem aos sofredores o Cristo Esperança.

Curiosidade: a cruz vermelha – No dia 29 de junho de 1586 festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, Camilo usou pela primeira vez a Cruz Vermelha, ele se orgulhava muito deste distintivo, que sua mãe viu antes de dá-lo a luz. Quando ia a sua terra natal com a cruz a quem lhe lembrava o sonho de sua mãe dizia: “essa é a mesma cruz que minha mãe pensava que seria a ruína e destruição de minha casa. Deus, no entanto, a converteu em ressurreição para muitos e em exaltação de sua glória”. 

[Pe. Gilmar Antônio Aguiar, M.I.]

SCAV - Fortaleza

Os Religiosos Camilianos Mártires da Caridade



RELIGIOSOS CAMILIANOS - MÁRTIRES DA CARIDADE

São Camilo recebeu de Deus o carisma de testemunhar ao mundo o amor sempre presente de Cristo para os doentes e os sofredores. Aos três votos comuns a todas as congregações religiosas “Pobreza - Castidade - Obediência”, quis um quarto, de estar sempre presente “etiam pestis incesserit”, hoje traduzido em “sempre, mesmo com risco de vida”. 

Os Religiosos Camilianos Mártires da Caridade nesse primeiros quatro séculos de vida são cerca de 300, e deles se conhecem os nomes de somente 252. Muitos são aquele que sacrificaram a própria vida e são Anônimos por causa da dramaticidade dos momentos em que aconteceram os fatos, que sem dúvida não deixavam espaço para relato jornalístico. 

No ano de 1589, alguns anos antes do início da Fundação, em Pozzuoli se tem o primeiro sacrifício em ocasião do atendimento a uma frota de “muitas galeras cheias de milícias espanholas”, atacada pelo tifo petequial, dito também “castrense”. Foram três os religiosos que São Camilo “logo ofereceu as almas suas à sua Divina Majestade como primícias de todos os outros que no futuro com esse novo gene de morte vão sacrificar a vida deles para a saúde do próximo...”. 

No ano de 1606, em Nápoles, por causas de febres contagiosas, temos o sacrifício da vida de um jovem de Bucchianico para assistir os doentes no Hospital SS.ma Annunziata: o sobrinho Onofrio de Lellis, ainda Noviço e levado como exemplo para toda Congregação. É o próprio Santo Tio que o assiste até a morte e chora por ele fortemente. Nessa dramática ocasião muitos outros perdem a vida e entram no anonimato de que falamos antes. Os cronistas daquele tempo escrevem que “tantos foram os nossos que morreram, que nem era mais tocado o sino na hora do enterro para não assustar os vizinhos”. 

O terrível flagelo da peste que atingiu a Itália em 1656 marca o sacrifício de 96 Religiosos Camilianos em várias cidades, como se evidencia no quadro a seguir. Entre eles o Superior Geral, o padre Marco Antonio Albiti, e os Superiores Provinciais de Roma, padre Luigi Franco, e de Nápoles, padre Prospero Voltabio. Nos Atos de Consulta daquele tempo se acha escrito que “as nossas Casas quase desoladas pela perda dos seus moradores religiosos... está muito abalada a nossa Pobre Religião sem o Chefe e muitos dos seus membros...”, mas inabalável permaneceu a fé no SS. Crucifixo que com amplas promessas disse ao nosso bendito Padre Camilo de Lellis de querer perpetuar o nosso Santo Instituto...”. 

As tormentas sobre a “plantinha” de São Camilo passaram e a Ordem Religiosa se fortificou e se espalhou nos cinco Continentes. 

Última contribuição de sangue para estar perto ao doente sempre, também com o risco da própria vida, acontece na Espanha durante a bem conhecida Guerra Civil da década de ’30 desse fim de milênio: são 12 os Religiosos Camilianos que “in odium fidei” testemunharam o amor sempre presente de Cristo para os sofredores. E também se não entraram no Álbum dos Santos oficialmente reconhecidos, esperamos que entrem no Martirologio do Jubileu, como se pode bem esperar.

Mártires Camilianos da Caridade


 No dia 2 de fevereiro de 1994, a Consulta Geral instituiu o Dia dos Religiosos Camilianos MÁRTIRES DA CARIDADE, a ser celebrado em toda a Ordem no dia 25 de maio, data do nascimento de S. Camilo.

 A iniciativa partiu da Província Piemontesa e foi assumida pelo Capítulo Geral de 1989: “A Consulta Geral estude a maneira de lembrar os nossos MÁRTIRES DA CARIDADE, estabelecendo, se possível, a mesma data para toda a Ordem”.

Finalidade do Dia dos Mártires da Caridade: “tomar contato mais vivo com o nosso passado, de maneira especial com os religiosos que imolaram sua vida no altar da assistência aos doentes”.

 A celebração deve realçar a beleza e a força da solidariedade, do amor fraterno, do amor preferencial pelos mais desamparados.

 Ao instituir o Dia dos Mártires da Caridade, a Consulta Geral fez o seguinte apelo: “Pedimos aos superiores e delegados provinciais, aos superiores locais e animadores de Centros de Pastoral de Centros de Pastoral que usem de criatividade na programação da celebração que deve ser rica em valores, mas sem triunfalismo”.

 A celebração deve ser para os religiosos e as comunidades uma oportunidade de renovação interior e de retomada de entusiasmo apostólico.

 Com a finalidade de fazer memória e motivar a celebração da efeméride, reportamos, na descrição de P. Cicatelli (Vida do P. Camilo, capítulo 50), como surgiram os primeiros mártires da caridade da Ordem.

 “Haviam chegado a Nápoles, vindas da Espanha, muitas galés carregadas de infantaria espanhola, com os soldados tão afetados de moléstia contagiosa que quase todos acabam morrendo. A cidade proibiu que as galés atracassem e exigiu que ficassem em quarentena em Pozzuoli, na entrada da baía. Como as pessoas morriam sem qualquer assistência corporal e espiritual, o vice Rei pediu ao P. Brás que acudisse a tanta miséria, enviando alguns dos nossos.

 “O P. Brás atendeu ao pedido e mandou imediatamente cinco religiosos. Foram eles: João de Adamo, Serafim Lucchese, Torquato Maurício, João Batista Pasqual e João Batista de Gaeta. Todos tinham consciência que iam ao encontro da morte por amor de Deus e agradecem a quem os tinha considerado dignos disso. Partiram com alegria e entusiasmo.

 “Quando chegaram ao local, o Mordomo do Hospital na Anunciação, onde estava concentrada a maior parte dos doentes, deu-lhes como alojamento uma fruta que só tinha a abertura da entrada. Por pouco não ficaram cegos por causa da fumaça, pois lá dormiam e também preparavam a sua comida. Deram-lhe colchões tão sujos e tão usados pelos doentes que, com medo de apanhar a moléstia antes mesmo de começar o trabalho com os doentes, improvisaram para si camas com gravetos e dormiam sobre eles enquanto estiveram lá.

 Começaram a dar assistência aos pobres, atendendo todo mundo, mas, sobretudo, os moribundos...

 Por falta de outros meios, os irmãos carregavam os doentes, das galés ao hospital, no colo, principalmente, os mais graves e os que estavam mais perto da morte...

 Os nossos, além dos plantões de dia, davam plantões de noite, não só para cuidar dos que estavam morrendo, mas também dos mortos, de medo que os lobos ou outros animais do descampado os devorassem.

 Quando terminavam o trabalho no Hospital da Anunciação, ao invés de descansar, iam ajudar num hospitalzinho, montado num velho casarão nas proximidades...

 Por fim, tendo morrido quase todo mundo, também os nossos deram de ficar doentes. Levados para Nápoles, apenas dois foram considerados dignos de morrer, isto é, João Batista de Gaeta e Serafim. Foram os primeiros que a nossa Congregação entregou a Deus, isto é, daqueles que morreram vítimas de epidemias ou outros contágios a serviço dos doentes”.

[Pe. Júlio Munaro – in memorian]

SCAV - Fortaleza

S. Beda Venerável Presb, MFac



S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735

Todas as informações que temos sobre o extraordinário Beda, foram escritas por ele mesmo no livro "História da Inglaterra", um dos raros e mais completos registos da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim: 

" Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, a minha maior alegria foi poder dedicar-me a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezenove anos fui ordenado diácono e aos trinta sacerdote. Todos os momentos livres dediquei-os à busca de explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos Santos Padres".

Além desses dados podemos acrescentar ainda, com segurança, que Beda nasceu no ano 672, tendo sido educado e orientado espiritualmente pelo próprio São Bento Biscop, abade do mosteiro, que impressionado com os seus dons e inteligência tratava-o como se fosse seu filho na cidade de Wearmouth.

Cedo, Beda percebeu que um sermão podia ser ouvido por apenas algumas pessoas, mas podia ser lido por milhares delas e por muitos séculos. Por isso ele desejou escrever, e escreveu muito, sem se cansar, com cuidado no seu conteúdo e estilo, resultando em livros agradáveis à leitura, verdadeiras obras literárias, sobre os mais variados temas desde o teológico ao intelectual.

Ao todo foram sessenta obras sobre: teologia, filosofia, cronologia, aritmética, gramática, astronomia, música e até medicina. Mas Beda gostava de aprender, por isso pesquisava e estudava; e gostava também de ensinar, por isso escrevia e dava aulas. Atraídos pela linguagem simples, encantadora e acessível, ajudou a formar várias gerações de monges que eram dirigidos nos ensinamentos de Deus, por meio dessas matérias.

O Papa Gregório II chamou-o a Roma, para tê-lo como seu auxiliar, mas Beda implorou permanecer na solidão do mosteiro, onde ficou até aos últimos momentos da sua vida. Só saiu por poucos dias para estabelecer as bases da Escola de York, na qual depois estudou e se formou o famoso mestre Alcuíno, fundador da primeira universidade de Paris.

Ainda em vida era chamado de "Venerável Beda", ou "Beda o Venerável". Morreu com sessenta e três anos, na paz do seu mosteiro, no dia 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. Muitos séculos depois, pelo imensurável serviço prestado à Igreja, o Papa Leão XIII, em 1899, proclamou-o Santo e Doutor da Igreja. São Beda, único Santo inglês que possui o título de Doutor da Igreja, é celebrado no dia 25 de maio.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SCAV - Fortaleza


Dia Mundial das Comunicações Sociais

  MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS Tema: « “Não tenhas medo, que Eu estou contigo”  ( Is ...