quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

S. João Diego, MFac



S. João Diogo, indígena mexicano, vidente de Guadalupe, séc. XVI

S. Juan Diego nasceu em 1474 no "calpulli" de Tlayacac, em Cuauhtitlán, México, estabelecido em 1168 pela tribo nahua e conquistado pelo chefe Asteca Axayacatl em 1467. Quando nasceu recebeu o nome de Cuauhtlatoatzin, que quer dizer "que fala como águia" ou "águia que fala". Juan Diego pertenceu à mais numerosa e baixa classe do Império Asteca, sem chegar a ser escravo. Dedicou-se a trabalhar a terra e plantava árvores que logo vendia. Possuía um terreno onde construiu uma pequena moradia. Casou-se com uma nativa, e não tiveram filhos.

Entre 1524 e 1525 converteu-se ao cristianismo e foi batizado junto com sua esposa, recebendo o nome de Juan Diego e ela, o de Maria Luzia. Foram batizados pelo missionário franciscano Frei Turíbio de Benavente, chamado pelos índios "Motolinia" ou "o pobre".

Antes de sua conversão Juan Diego já era um homem piedoso e religioso. Era muito reservado e de caráter místico, gostava do silêncio e estava acostumado a caminhar desde seu povoado até o Tenochtitlán, a 20 quilômetros de distância, para receber instrução religiosa. Sua alma gêmea Maria Luzia faleceu em 1529. Nesse momento Juan Diego foi viver com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, a só 14 Km da igreja de Tlatilolco, Tenochtitlán. Durante uma de suas caminhadas para Tenochtitlán, que costumavam durar três horas através de montanhas e povoados, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora, no lugar agora conhecido como "Capela do Cerrito", onde a Virgem Maria lhe falou em seu idioma, o náhuatl.

Juan Diego tinha 57 anos no momento das aparições, certamente uma idade avançada num lugar e época onde a expectativa de vida masculina pouco ultrapassava os 40 anos. Após o milagre do Guadalupe, Juan Diego foi viver num pequeno quarto junto à capela que alojava a Santa imagem, depois de deixar todos os seus haveres para seu tio Juan Bernardino. Passou o resto de sua vida dedicado à difusão do relato das aparições entre as pessoas de seu povo.

Morreu em 30 de maio de 1548, aos 74 anos de idade. Juan Diego foi beatificado em abril de 1990 pelo Papa João Paulo II, que igualmente o canonizou em 2002.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Equipe



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Imaculada Conceição de Nossa Senhora, solenidade



Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efetuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..." 
Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos. 
Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo. 
Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Equipe


O convite é a deixar-se consolar pelo Senhor



As palavras pronunciadas pelo Papa no Angelus

Por Redação
ROMA, 07 de Dezembro de 2014 (Zenit.org) - Antes de rezar o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa Francisco refletiu sobre o consolo de Deus para com o seu povo.
Apresentamos as palavras do Papa:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Este domingo marca a segunda etapa do Tempo do Advento, um tempo maravilhoso que desperta em nós a espera pelo retorno de Cristo e a memória da sua vinda histórica. A Liturgia de hoje nos apresenta uma mensagem cheia de esperança. É o convite do Senhor expresso pela boca do profeta Isaías: “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus” (40, 1). Com estas palavras se abre o Livro da consolação, no qual o profeta dirige ao povo no exílio o anúncio alegre da libertação. O tempo da tribulação terminou; o povo de Israel pode olhar com confiança para o futuro: espera-o finalmente o retorno à pátria. Por isso o convite é a deixar-se consolar pelo Senhor.
Isaías se dirige a pessoas que atravessaram um período obscuro, que foram submetidas a uma prova muito dura; mas agora veio o tempo da consolação. A tristeza e o medo podem dar lugar à alegria, porque o próprio Senhor guiará o seu povo no caminho da libertação e da salvação. De que modo fará tudo isso? Com a solicitude e a ternura de um pastor que cuida do seu rebanho. Ele, de fato, dará unidade e segurança ao rebanho, o fará pastar, reunirá no seu seguro redil as ovelhas perdidas, reservará particular atenção àquelas mais frágeis (v.11). Esta é a atitude de Deus para conosco, suas criaturas. Por isso o profeta convida quem o escuta – incluindo nós, hoje – a difundir entre o povo esta mensagem de esperança: que o Senhor nos consola. E dar lugar à consolação que vem do Senhor.
Mas não podemos ser mensageiros da consolação de Deus se nós não experimentamos primeiro a alegria de ser consolado e amado por Ele. Isto acontece especialmente quando escutamos a sua Palavra, o Evangelho, que devemos levar no bolso: não se esqueçam disso! O Evangelho no bolso ou na bolsa, para lê-lo continuamente. E isto nos dá consolação: quando permanecemos em oração silenciosa na sua presença, quando O encontramos na Eucaristia ou no sacramento do Perdão. Tudo isso nos consola.
Deixemos, então, que o convite de Isaías – “Consolai, consolai o meu povo” – ressoe no nosso coração neste tempo de Advento. Hoje é preciso pessoas que sejam testemunhas da misericórdia e da ternura do Senhor, que sacuda os resignados, reanime os desanimados, acenda o fogo da esperança. Ele acende o fogo da esperança! Não nós. Tantas situações requerem o nosso testemunho consolador. Ser pessoas alegres, consoladas. Penso em quantos são oprimidos pelo sofrimento, injustiças; em quantos são escravos do dinheiro, do poder, do sucesso, da mundanidade. Pobrezinhos! Têm consolações maquiadas, não a verdadeira consolação do Senhor! Todos somos chamados a consolar os nossos irmãos, testemunhando que somente Deus pode eliminar as causas dos dramas existenciais e espirituais. Ele pode fazê-lo! É poderoso!
A mensagem de Isaías, que ressoa nesse segundo domingo do Advento, é um bálsamo sobre as nossas feridas e um estímulo a preparar com empenho o caminho do Senhor. O profeta, de fato, fala hoje ao nosso coração para nos dizer que Deus esquece os nossos pecados e nos consola. Se nós confiamos Nele com coração humilde e arrependido, Ele abaterá os muros do mal, preencherá os buracos das nossas omissões, aplainará os dorsos do orgulho e da vaidade e abrirá o caminho do encontro com Ele. É curioso, mas tantas vezes temos medo da consolação, de ser consolados. Antes, nos sentimos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabem por que? Porque na tristeza nos sentimos quase protagonistas. Em vez disso, na consolação é o Espírito Santo o protagonista! É Ele que nos consola, é Ele que nos dá a a coragem de sair de nós mesmos. É Ele que nos leva à fonte de toda verdadeira consolação, isso é, o Pai. E esta é a conversão. Por favor, deixem-se consolar pelo Senhor! Deixem-se consolar pelo Senhor!
A Virgem Maria é o “caminho” que o próprio Deus preparou para vir ao mundo. Confiemos a ela a espera de salvação e de paz de todos os homens e mulheres do nosso tempo.
(Trad.Cançao Nova)

Fonte: Zenit.org

SAV - Equipe

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

São Francisco Xavier Presb, memória



S. Francisco Xavier, presbítero, +1552

Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de Abril de 1506, e sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com 18 anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade, e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão. E tornou-se com Santo Inácio co-fundador da Companhia de Jesus.

A Igreja, que na sua essência é missionaria, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. Já como padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades; ao avançar para o Japão, submeteu-se a aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar  Cristo Vivo e Ressuscitado. Foi de tal modo o seu zelo missionário, que ficou conhecido como o “S. Paulo do Oriente”. Veio a falecer a caminho da China que sonhava evangelizar. Entrou no Céu com quarenta e seis anos de idade, com dez  anos de apostolado, e tornou-se o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha. 

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

SAV - Equipe      

                                    

Qual é o significado do presépio na família cristã?



Todos os males do mundo podem ser vencidos com a fragilidade de uma criança que nasceu com a única exigência de ser amada

Por Osvaldo Rinaldi
ROMA, 02 de Dezembro de 2014 (Zenit.org) - Nestes dias, famílias do mundo todo se preparam para montar o presépio. Muitas famílias perderam essa luminosa tradição, talvez porque se perdeu o sentido sagrado da representação do nascimento de Jesus. A maior dificuldade de muitas pessoas do nosso tempo é contextualizar, nos acontecimentos atuais, o misterioso evento do Nascimento de Jesus.
Quando falamos de Maria e José com o Menino Jesus, imediatamente vem à mente a Sagrada Família de Nazaré, o modelo de qualquer família cristã, que testemunhou a santidade por muitas provações e tribulações vividas.
Maria e José foram rejeitados quando chegaram a Nazaré para o censo ordenado por decreto de César Augusto. Esta situação recorda a situação de muitos migrantes que por vários motivos são forçados a deixar suas terras por causa da pobreza, da guerra e das perseguições políticas.
Muitos migrantes deixam seus países de origem em busca de um futuro melhor, mas muitas vezes encontram as portas fechadas nas fronteiras dos estados, que os rejeitam, porque eles não têm todas as permissões.
E quando conseguem entrar, vem negado um contrato de trabalho regular que lhes permita ter tudo o que precisam para ficar no país estrangeiro. Eles são explorados, privados do direito de receber uma remuneração adequada, negado o direito de tirar férias, negado o direito de contribuir para a aposentadoria.
Outros protagonistas da cena da Natividade são os pastores, que representam os excluídos e rejeitados de todos os tempos da história.
Os pastores representam aqueles que vivem à margem da nossa sociedade; podemos reconhecê-los em muitas categorias de pessoas. Podemos ver neles os que perderam o emprego e vivem na expectativa de recuperar a dignidade perdida.
Esses pastores são a imagem de muitos casais inférteis que estão esperando para abraçar seu filho e se alegram com o anuncio da boa nova do início de uma gravidez ou do nascimento de um filho tão desejado.
Esses pastores simbolizam os pais adotivos que depois de tantas vigílias pensando nos filhos, deixam tudo para correr e abraçar seus filhos que se encontram em moradias precárias e sofrem o frio do abandono.
Esses pastores representam muitos pais de família que vivem o flagelo da separação ou do divórcio e esperam as festas para abraçar seus filhos e passar um tempo com eles.
O Rei Herodes é a personificação do mal, que está sempre presente, em cada período da história, para obstruir e destruir o projeto de Amor de Deus.
A descarga de poluentes nos mares e rios, o desmatamento de áreas verdes do planeta, o aumento da poluição no ar, a introdução da cultura do gênero, a prática cada vez mais comum do aborto, as guerras ao redor do mundo, a queda no número de casamentos cristãos, as reivindicações para equiparar a família natural composta de homens e mulheres a outras formas de união, são tentações através das quais o príncipe deste mundo quer destruir o planeta em que vivemos e, sobretudo, tomar posse de muitas almas.
Diante desse imperioso avanço do mal, a esperança proposta pelo presépio é o nascimento do menino Jesus, a plenitude divina contida no corpo de um recém-nascido.
Esta criança nos recorda que a vitória sobre o mal não se realiza pela força da violência ou com a crueldade da guerra. O Menino Jesus pede para ser acolhido, amado e servido, como qualquer criança que vem ao mundo.
Através de simples gestos de amor é possível vencer todas as ciladas do maligno. Todos os flagelos de Satanás, com os quais quer envenenar os corações dos homens, podem ser vencidos com a fragilidade de uma criança, que vem ao mundo com o único pedido de ser amado. O amor é a arma que vencerá os poderes deste mundo.
Olhando para o Menino Jesus recuperamos a confiança e a esperança, porque sentimos com estupor a presença de um Deus que é capaz de fazer-se pequeno para estar perto cada criatura humana. A única condição pedida é fazer-se também pequeno, inclinando-se para abraçá-lo e tê-lo nos braços, e prostrar-se diante dele para adorá-lo.
A adoração é o verdadeiro culto espiritual do presépio. Adorar não significa apenas cair de joelhos com o rosto por terra na frente do menino Jesus. Adorar significa antes de tudo, dirigir-se a Deus em espírito e verdade, com espírito de humildade e com a verdade da caridade. Adorar significa deixar-se guiar pela inspiração e força do Espírito Santo, para seguir a vontade de Deus, que é o caminho da verdade que nos leva a ter uma vida pacífica, esperançosa e alegre.
Com esta atualização dos personagens do presépio e com esta confiante esperança no menino Jesus, nós nos preparamos para montar em nossas casas esta representação da Natividade, para transformar nossas famílias em lugar do verdadeiro acolhimento da encarnação do Filho de Deus, que deseja habitar em cada casa.

Fonte: Zenit.org

SAV - Equipe

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

As intenções do Papa



Intenções do Apostolado da Oração

GERAL: Paz e esperança
Para que o nascimento do Redentor traga paz e esperança a todas as pessoas de boa vontade.

MISSIONÁRIA: Os pais de família
Para que os pais sejam autênticos evangelizadores, transmitindo aos filhos o precioso dom da fé.

Fonte: Diretório da Liturgia, CNBB, p. 194

SAV - Equipe

O Ano da Paz



Ano da Paz tem início hoje em todo o país

O Ano da Paz começa neste primeiro domingo do Advento, 30, e será um momento para ajudar na superação da violência e despertar para a convivência mais respeitosa e fraterna entre as pessoas. Aprovado por unanimidade durante a 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocorrida de 30 de abril a 9 de maio de 2014, o período de reflexões, orações e ações sociais se estenderá até o Natal de 2015.

O arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, afirma que o Ano da Paz é um convite para reflexão sobre os motivos de tantos acontecimentos violentos. “Está na hora da sociedade brasileira dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Os nossos relacionamentos estão muito degastados”, ressalta.

Dom Belisário manifestou a preocupação da entidade com o nível de violência da sociedade brasileira. Para ele, é uma questão complexa que envolve herança histórica, injustiça estrutura, tráfico de drogas e exclusão “de uma camada grande da sociedade”. “Isso tudo tem colaborado para termos essa sociedade tão violenta que a gente está”, disse.

De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, afirmou que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. “Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples”, explicou.

Para celebração do Ano da Paz, serão aproveitados os meses temáticos do Ano Litúrgico, como os meses vocacional, da Bíblia e da missão. “Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para pensar sobre a paz e a realidade da violência”, lembrou dom Leonardo.

O vice-presidente da CNBB considera que as comunidades devem ser criativas e propor as iniciativas conforme a realidade de cada uma. “A gente quer no Ano da Paz que rezemos, reflitamos, peçamos a paz... Um momento forte de evangelização, de reflexão, de pergunta ‘por que está acontecendo tanta violência?’”, sugeriu.

Confira abaixo a entrevista com dom Leonardo Steiner, na íntegra:


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) irá promover o Ano da Paz. A inciativa foi aprovada por unanimidade pelo episcopado brasileiro na 52ª Assembleia Geral da entidade, ocorrida de 30 de abril a 9 de maio de 2014. A proposta chegou no momento em que há uma realidade de violência. Como caracterizar este contexto?

Dom Leonardo - Percebemos uma violência assustadora em quase todos os níveis; generalizada. Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples. As relações mais próximas, hoje, encontram dificuldade de se manterem vivas, fortes, acolhedoras, fontais.

Como, então, pode ser definida a Paz?
Dom Leonardo - A paz é conviver! Harmonia em tensão. Tensão benfazeja que busca integrar todas as pessoas na comunidade. Integrar é abrir espaços. Abrir espaços para outro às vezes causa tensão, mas em seguida enriquece a vida da comunidade. A violência é a decadência do conviver; fruto da exclusão, da rejeição. Falta de amor nas relações. A paz é fruto da participação de todos na construção de uma sociedade em que todas as pessoas, famílias podem viver, educar os filhos e ter oportunidade de futuro. Paz significa a possibilidade de realização, de maturação, de plenificacão dos membros de uma comunidade.

Qual o principal objetivo do Ano da Paz?
Dom Leonardo - O Ano da Paz deverá nos ajudar na superação da violência em todos os níveis. Despertar para a convivência cortês, fraterna. Para termos mais urbanidade, despertemos para a irmandade, conforme nos ensinou Jesus.

Quando se iniciará o Ano da paz?
Dom Leonardo - O início acontecerá com o Advento deste ano. Neste período porque, como comunidades de fé, estaremos na expectativa de um tempo novo, da vida nova. Estaremos à espera do Príncipe da Paz, a Criança de Belém! Partindo do Advento de Deus, estaremos iluminando as nossas relações e anunciando com os anjos: Paz na terra aos homens amados por Deus! O encerramento do Ano da paz será no Natal de 2015.

Poderia indicar algumas iniciativas?
Dom Leonardo - Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para refletir sobre a paz e a realidade da violência: os meses temáticos como agosto, mês das vocações, setembro, mês da Palavra de Deus, outubro o mês das missões. Mas desejamos ter um dia para manifestar nas ruas de nossas cidades que acreditamos na paz, na fraternidade.

Fonte: site oficial da CNBB

SAV - Equipe

Santos Anjos da Guarda, memória

Santos Anjos da Guarda Os Anjos são antes de tudo os mediadores das mensagens da verdade Divina, iluminam o espírito com a luz inte...