domingo, 11 de agosto de 2013

Encontro e solidariedade



Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte, reflete sobre as palavras do Papa na JMJ

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo*
BELO HORIZONTE, 09 de Agosto de 2013 (Zenit.org) - As palavras do Papa Francisco no Brasil, pronunciadas durante a Jornada Mundial da Juventude, com simplicidade e de forma direta, entrelaçaram conceitos. Apresentam a importância de um comprometimento de todos na busca de uma cultura do encontro e da solidariedade. O discurso do Papa convida cada um a seguir na contramão de uma globalização da indiferença, risco terrível do contexto contemporâneo. Os pobres são os mais sacrificados. Suas urgências são desprezadas e continua aberta a ferida do desrespeito à dignidade humana. O convite à cultura da solidariedade e do encontro é um grito profético na suavidade da voz de quem não se deixa levar por pretensões e poderes, mas pauta sua vida na simplicidade do Evangelho e no respeito pelo outro.
Tornam-se ainda mais interpeladoras as palavras do Papa Francisco graças aos seus gestos, a serenidade do seu sorriso, a atenção para com todos. Uma autenticidade própria de quem não faz de si o centro, mesmo com a importância e singularidade de sua pessoa e de sua missão de sucessor do apóstolo Pedro.  Já no voo de vinda ao Rio de Janeiro, conversando com os jornalistas, o Papa sublinha um horizonte imprescindível para a cultura do encontro e da solidariedade, quando se refere ao jovem, que não pode ser isolado da sociedade, compreendendo-o como o verdadeiro futuro de um povo.
A essa compreensão, sem demora, também faz referência aos idosos. Ensina que um povo tem futuro se caminha com a força dos jovens, impulsionando adiante as dinâmicas e projetos, e com a sabedoria insubstituível carregada no coração e na experiência de vida dos mais velhos. Esses aspectos da mensagem do Papa Francisco iluminam muitas sombras da sociedade brasileira, agora mais despertada para a preciosidade do jovem, mas ainda muito indolente nas suas estruturas e funcionamentos quanto à valorização e respeito aos idosos.
Ao afirmar que a juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo, o Papa Francisco desafia os brasileiros, particularmente governantes e dirigentes, a não relativizar, com análises inadequadas e, sobretudo, com um esfriamento proposital, o sentido positivo das manifestações populares alavancadas pelos jovens nas ruas do Brasil. A juventude merece mais contundência nas respostas. Obviamente, elas não podem reduzir-se à diminuição de tarifas de ônibus ou às propostas apressadas que caem rapidamente no descaso e na inviabilidade.
A cultura da solidariedade é o único caminho que não permitirá apagar essa chama que já sinalizou a necessidade de mudanças mais profundas e de respostas mais urgentes. Por isso o Papa Francisco deixou uma bela advertência, exatamente durante a cerimônia de boas-vindas, ante uma plateia de dirigentes governamentais, ao dizer que “a nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem, quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida; assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem”.
Essas palavras do Papa Francisco mostram que é urgente revisar as dinâmicas institucionais da nossa sociedade. É preciso uma transformação profunda que inclui governos, escolas e universidades, criando círculos de solidariedade pela singularidade educativa do encontro entre amigos e irmãos. A riqueza e densidade das palavras do Papa Francisco, em vista da superação da globalização da indiferença e cultivo da cultura do encontro e da solidariedade, encontra um momento significativo nas indicações dadas na homilia da Missa no Santuário da Mãe Aparecida: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria. Importa a ousadia de ter uma visão positiva da realidade, tornando-se cada um, indica o Papa, luzeiro de esperança, deixando-se conduzir por Deus. Assim brota a condição de viver na alegria. A confiança em Deus, a esperança e a alegria por tantos dons impulsionam a sociedade na conquista e vivência da cultura do encontro e da solidariedade.

*Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

Fonte: Zenit.org

SAV - Equipe

São Lourenço



S. Lourenço, diácono, mártir, +258

São Lourenço sofreu o martírio durante a perseguição de Valeriano, em 258. Era o primeiro dos sete diáconos da Igreja romana. A sua função era muito importante o que fazia com que, depois do papa, fosse o primeiro responsável pelas coisas da Igreja. Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas. Foi executado quatro dias depois da morte de Sisto II e de seus companheiros. 

O seu culto remonta ao século IV. 

Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía. Pediu, então, um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou-lhes os nomes ... Indignado, o governador concedeu-o a um suplício especialmente cruel: amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu "bom humor cristão". Dizia ao carrasco: "Vira-me, que deste lado já está bem assado ... Agora está bom, está bem assado. Podes comer!..."

Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesmo veneração e respeito com que honra os primeiros apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estêvão em Jerusalém, foi São Lourenço em Roma.


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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Santa Teresa Benedita da Cruz VgMt, MFac.



Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa, +1942

Edith Stein nasceu em Breslau, atualmente Wroclaw, capital da Silésia, na Alemanha (cidade que, depois da Segunda Guerra Mundial, passou a pertencer à Polónia), no dia 12 de Outubro de 1891, quando se celebrava a grande festa judaica do Yom Kippur, o Dia da Reconciliação. 

Seus pais, Sigefredo e Augusta, eram comerciantes judeus. Edith foi a última de onze filhos. O pai faleceu em 1893. A mãe encarregou-se dos negócios da família e da educação dos filhos. 

A pequena Edith, segundo o seu próprio testemunho, foi muito dinâmica, sensível, nervosa e irascível. Aos sete anos, começou a possuir um temperamento mais reflexivo. 

Em 1913, ingressou na Universidade de Gottingen e dedicou-se ao estudo da Fenomenologia. Aí encontrou a sua verdadeira vida: livros, companheiros e, sobretudo, o célebre professor E. Husserl. Durante este tempo chega a um ateísmo quase total. 

Em 1914, explode a Primeira Guerra Mundial. Edith vai trabalhar num hospital com quatro mil camas. Entrega-se a este trabalho de corpo e alma. 

Estuda com seriedade a Fenomenologia, até se encontrar com a doutrina católica. Encontra definitivamente a sua nova fé em 1921, quando lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus. O amor a Deus, o Absoluto, toma conta de sua alma: “Cristo elevou-se radiante ante meus olhos: Cristo no mistério da Cruz”. Sob a direção do Padre jesuíta Erich Przywara, começa a estudar a teologia de São Tomás de Aquino. 

Baptiza-se no dia 1 de Janeiro de 1922, recebendo o nome de Teresa Edwig. Desde então sente-se evangelizadora: "Sou apenas um instrumento do Senhor. Quem vem a mim, quero levá-lo até Ele”. "Deus não chama ninguém a não ser unicamente para Si mesmo”. 

Aos 42 anos, no dia 15 de Abril de 1934, festa do Bom Pastor, veste o hábito carmelita no Convento de Colónia. 

Sua conversão, que não a impede de continuar a sentir-se filha de Israel, enamorada de sua santa progenitura, separa-a, contudo, de sua família e de sua amada mãe: “Minha mãe opõe-se com todas as suas forças à minha decisão. É difícil ter que assistir à dor e ao conflito de consciência de uma mãe, sem poder ajudá-la com meios humanos”. (26-01-1934). 

No dia 21 de Abril de 1935, domingo de Páscoa, faz seus votos religiosos e três anos depois, no mesmo dia, seus votos perpétuos. Sua vida será uma “Cruz” transformada em “Páscoa”. 

Na Alemanha, os nazis começam a semear o ódio ao povo judeu. Ela pressagia o destino que a aguarda. Tentam salvá-la, fazendo-a fugir para a Holanda, para o Carmelo de Echt. Membros das SS não tardam a invadir o convento e prendem Irmã Benedita e sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo. 

Três dias antes de sua morte, Edith dirá: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui conosco”. (06-08-1942). 

Após vários tormentos, no dia 9 de Agosto de 1942, na câmara de gás do “inferno de Auschwitz", morria a mártir da Cruz, Irmã Teresa Benedita. Foi beatificada no dia 1º. de Maio de 1987, em Colônia, e canonizada em 1999 pelo papa João Paulo II. 

O mesmo Papa a declarou, com Santa Catarina de Sena e Santa Brígida da Suécia, padroeira da Europa.


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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

São Domingos de Gusmão, presbítero



S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221

São Domingos nasceu em Caleruega, em Castela-a-Velha, no ano de 1170. De família nobre, e de belo rosto, acostumou-se desde jovem a duras penitências. De caráter metódico e fidelíssimo  deu grande importância aos estudos, como premissa indispensável ao dever apologético dos frades pregadores. Aos 14 anos de idade, foi enviado para Palência, onde estudou filosofia e teologia. Como sacerdote e cônego de Osma distinguiu-se pela retidão, zelo, pontualidade nas funções e espírito de sacrifício. Pregou com êxito contra os hereges albigenses, que defendiam a existência de dois princípios, de duas divindades: o Bem e o Mal. 

Estudo e pobreza são os dois pontos principais da Ordem dominicana, o programa de vida dos frades ’mendicantes’ que vestem o hábito de São Domingos, contemporâneo de outro grande e amado santo fundador, São Francisco de Assis. 

São Domingos morreu em Bolonha no dia seis de Agosto do ano 1221 e foi proclamado santo, 13 anos após a morte, em 1234.


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Transfiguração do Senhor



Comentário de Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja Sermão sobre a Transfiguração (atribuído) 1, 3-4 

«Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado»

Ele levou-os para a montanha para lhes mostrar a glória da sua divindade e lhes dar a conhecer que era o Redentor de Israel, como lhes tinha anunciado pelos seus profetas. […] Eles tinham-no visto comer e beber, fatigar-Se e repousar, acalmar e dormir, sentir pavor até suar gotas de sangue, tudo coisas que não pareciam estar em harmonia com a sua natureza divina e não convir senão à sua humanidade. Por isso os levou à montanha, para que o Pai Lhe chamasse seu Filho e lhes mostrasse que era verdadeiramente seu filho e que era Deus. 


Levou-os à montanha e mostrou-lhes a sua realeza antes de sofrer, o seu poder antes de morrer, a sua glória antes de ser ultrajado e a sua honra antes de sofrer a ignomínia. Assim, quando foi preso e crucificado os seus apóstolos compreenderam que não o foi por fraqueza mas voluntariamente e de bom grado, para a salvação do mundo. 


Levou-os à montanha e mostrou-lhes, antes da sua ressurreição, a glória da sua divindade. Assim, quando ressuscitou de entre os mortos na glória da sua divindade, os discípulos reconheceram que não tinha recebido a glória como recompensa das suas dores, como se disso necessitasse, mas que ela Lhe pertencia muito antes dos séculos, com o Pai e junto do Pai, como Ele próprio diz ao aproximar-Se a sua paixão voluntária: «Pai, manifesta a minha glória junto de Ti, aquela glória que Eu tinha junto de Ti antes de o mundo existir» (Jo 17,5).


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A Basílica de Santa Maria Maior, da neve milagrosa aos dias de hoje



Desde a sua fundação até os dias atuais, a basílica transmite uma intensa mensagem de unidade das naturezas divina e humana de Jesus Cristo

Por Paola Cusumano
ROMA, 07 de Agosto de 2013 (Zenit.org) - Na última segunda-feira, 5 de agosto, a basílica papal de Santa Maria Maior, em Roma, foi o local de celebração de uma missa solene presidida pelo arcipreste, o cardeal Santos Abril y Castelló, para comemorar o aniversário de fundação do templo, ocorrido no pontificado do papa Libério (352-365).
De acordo com a tradição, o pontífice teria traçado o perímetro da Igreja sobre uma capa de neve que excepcionalmente caiu na Cidade Eterna naquele dia 5 de agosto de 358, em pleno verão romano. O evento é recordado todos os anos com pétalas brancas lançadas do teto da igreja.
A Pontifícia Basílica Patriarcal Maior Liberiana, mais conhecida como Basílica de Santa Maria Maior e também chamada de Basílica de Nossa Senhora das Neves, assumiu ao longo dos séculos várias denominações, testemunhando os caminhos teológicos e espirituais do cristianismo através dos tempos.
A igreja é conhecida como Basílica Liberiana desde o quarto século, por ter sido construída, de acordo com o Liber Pontificalis, no local do antigo Titulus Liberii. As pesquisas arqueológicas refutaram posteriormente essa tese, situando a fundação da basílica no pontificado do papa Sisto III (432-440), mas preservando o valor da antiga denominação.
No século IV, justamente sob o papa Sisto III, a basílica também foi chamada de Teothokos (Mãe de Deus). Era assim que ela era apresentada em uma inscrição dedicatória, hoje perdida, a fim de enfatizar a importância do dogma cristão da Mãe de Deus, consagrado no terceiro concílio ecumênico de Éfeso (431) contra a heresia nestoriana.
No século VII, a basílica é mencionada com o título de Santa Maria Ad Praesepio, que aparece pela primeira vez no Liber Pontificalis na seção sobre o pontificado de Teodoro (642-649). O nome deve ser associado às relíquias da manjedoura em que Cristo nasceu, enviadas de Jerusalém a Roma para serem salvas dos árabes, que invadiram a cidade em 638. Hoje, essas relíquias são mantidas na Capela do Presépio, sob o altar da Capela Sistina de Santa Maria Maior.
A primeira capela representa uma profunda mensagem sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo; a segunda celebra a maternidade divina de Maria, imprimindo às esplêndidas pinturas do século XVI, que a decoram, a decidida mensagem do cristianismo contra a heresia protestante então em voga.
A Basílica de Santa Maria Maior, desta forma, comunica desde a sua fundação milagrosa até os dias atuais a sua mensagem sobre a unidade das naturezas divina e humana de Jesus Cristo e sobre a maternidade divina da Virgem Maria.

Fonte: Zenit.org

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Celebrar as vocações





Agosto, mês Vocacional
Há décadas, quando se mencionava a palavra vocação, esta tinha sinônimo de padre, irmã religiosa ou irmão religioso. Com o Concílio Ecumênico Vaticano II, mudou, embora não completamente, esse modo de pensar. O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil, é dedicado à oração, à reflexão e à ação, nas comunidades, concernente ao tema das vocações. Por isso, lembra-se, em cada semana desse mês, uma determinada vocação, a saber:
1ª semana: vocação para ministério ordenado: diáconos, padres e bispos;
2ª semana: vocação para a vida em família (atenção especial aos pais);
3ª semana: vocação para a vida consagrada: religiosos(as) e consagrados(as) seculares;
4ª semana: vocação para os ministérios e serviços na comunidade.
Por essa razão, convidamos a todos para que rezem pelas vocações e assim, com a graça de Deus, hajam mais sacerdotes, mais religiosos e mais leigos comprometidos com a nossa Igreja, Povo de Deus. Muito oportuna a admoestação do apóstolo Pedro a todas as vocações: “Por isso, irmãos, esforçai-vos por consolidar vossa vocação e eleição. Se agirdes assim, não tropeçareis” (2 Pd 1, 10). Outrossim, o apóstolo Paulo, depois de chamar a atenção de que cada um de nós recebeu a graça na medida do dom de Cristo, explica: “A uns nomeou apóstolos, a outros profetas, evangelistas, pastores e mestres para a formação dos consagrados na obra confiada, para construir o corpo de Cristo” (Ef  4, 11-12).

Aproveitemos o “Mês Vocacional” para refletir, de modo especial, sobre as diversas vocações na Igreja, apoiar as pessoas vocacionadas e rezar pela sua perseverança.

[Pe. Gilmar Antônio Aguiar, M.I.]

SAV - Equipe

Santos Anjos da Guarda, memória

Santos Anjos da Guarda Os Anjos são antes de tudo os mediadores das mensagens da verdade Divina, iluminam o espírito com a luz inte...